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Para o delegado da Polícia Federal Marcelo Freitas, um dos responsáveis pela Operação Tempo de Despertar e que investigou as fraudes no DPVAT, a Seguradora Líder foi efetivada para justificar uma “grande engenharia criminosa”.

Confira!

[TRANSCRIÇÃO]

MARCELO FREITAS: Em nosso sentir, a existência da Seguradora Líder, desde a sua concepção, ela foi efetivada para justificar uma grande fraude. Uma grande engenharia criminosa que se se instalou no país. Isso nos parece tão evidente que a gente traz alguns dados interessantes para justificar isso. Por exemplo: se eu faço um acordo com determinada pessoa, eu, enquanto empresário, faço um acordo com determinada pessoa, é muito comum, sob aspecto civil, que eu faço com que essa pessoa assine um termo em que ela renuncia ao direito de pleitear na Justiça a indenização daquilo que ajustamos.

A Seguradora Líder, em suas mais de 450 mil ações propostas, ainda que tenha pago inicialmente, administrativamente o valor devido, e chega a até R$ 13 mil aproximadamente, ela jamais exigiu daquela pessoa que assinasse essa renúncia ao direito de ação judicial. A consequência é que nós oneramos o Poder Judiciário com uma quantidade enorme de ações, e aquelas pessoas que já receberam administrativamente o valor, pleiteiam na Justiça um valor adicional para poder receber aquilo que ela já tinha recebido administrativamente.

Então é uma loucura que só se justifica por conta de uma engenharia criminosa de que quanto maior o caos, mais eu arrecado e mais dinheiro eu divido.