Líder espera fechar TAC com Ministério Público este mês

12/05/2017

Líder espera fechar TAC com Ministério Público este mês Além de admitir rever o Acordo de Acionista da Seguradora Líder, conforme publicado na edição passada do @GenteDPVAT, o presidente do Conselho de Administração da empresa, Roberto Barroso, em entrevista exclusiva, garante que há interesse, sim, “uma vontade unânime”, na companhia em celebrar um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

Na base desse acordo, estão as propostas do MP mineiro e as formuladas pela Líder, além, segundo ele, de contribuições feitas pelos representantes da Comprev Seguros, Francisco Alves de Sousa, e da MBM Seguros, Jorge Carvalho. Ele conta que o documento oficial da Líder sobre o assunto é o que foi encaminhado ao Ministério Público no início de março passado, quando o CA era presidido por Jabis de Mendonça Alexandre. “Estamos em processo de negociação com os promotores”, revela.

Roberto Barroso não só confirma a intenção de assinar um TAC com o MP mineiro como também diz acreditar na possibilidade de celebrar o documento no decorrer deste mês de maio. “Estamos muito próximos de um acordo”, garante. “Falta definir um ou outro ponto”, emenda, sem citar as pendências em discussão. Ele relata que a Líder aceitou a maioria das questões levantadas pelo Ministério Público, afora aquelas que confrontam a legislação ou que a legislação a impede de aceitar. “Tudo que propõe melhoria para o sistema DPVAT é bem-vindo”, ressalta.

Dentro de um processo de mudança, o executivo diz que é preciso promover a modernização do sistema, a transparência, “que é fundamental”, e a utilidade. Na avaliação dele, a Líder ou o consórcio tem que ser proveitoso para população brasileira, para que ela veja utilidade no sistema. “Hoje não temos essa percepção da sociedade, que é obrigada a pagar pelo seguro sem saber o que é feito com o dinheiro”, reconhece Roberto Barroso.

A Líder, segundo análise do executivo, não tem comprometimento apenas com o pagamento de indenizações. A companhia - prossegue - tem compromisso também com o combate à fraude, com a educação no trânsito e com as pessoas acidentadas. “Precisamos discutir o que podemos fazer a mais por elas”, proclama. Ele considera fundamental desenvolver esse projeto. “A arma para isso é a união”, prega Barroso, dizendo-se otimista quanto à possibilidade de se alcançar esse objetivo. E adverte: “Perdemos energia brigando entre nós, lá fora vão nos destruir”.

Nessa linha, o presidente do Conselho de Administração da Líder pretende aparar as arestas entre os acionistas. Para ele, chega de conflitos, como vem ocorrendo há dois anos. Em tom de conciliação, ele diz que as tomadas de decisões não devem ser impositivas, mas sim consensuais. Consenso, essa é a palavra-chave – observa. “É a partir daí que vamos montar um planejamento estratégico para os próximos cinco anos”, adianta. Ele admite que talvez não consiga realizar tudo em um ano de mandato. “O desafio é grande”, confessa. Mas se alcançado a unidade entre os acionistas, para ele, já estarão fincadas as bases para as mudanças que precisam ser feitas a favor do fortalecimento do sistema DPVAT. “Ouvir é preciso”, conclui Roberto Barroso.


 

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