‘Remuneração inadequada é que afasta corretor do DPVAT’

22/12/2016

‘Remuneração inadequada é que afasta corretor do DPVAT’ A remuneração, realmente muito baixa, é que está levando os corretores de seguros a abandonar o programa Parceiro DPVAT – aponta o corretor responsável pela petropolitana Serra Líder Corretora de Seguros, Paulo Roberto Teixeira Martins. Este, para ele, é o motivo principal, e não as exigências estabelecidas pela Seguradora Líder para autorizar o trabalho nos processos administrativos de sinistros.

A mexida no contrato social da empresa corretora para atender a parâmetros definidos pela Líder no programa Parceiro DPVAT não tem nada demais, segundo Paulo Martins, que permanece operando com o DPVAT. “A alteração é simples, não interfere em nada no dia a dia da corretora”, sustenta. O problema, segundo ele, está em outros pontos. Ele diz não ser confiável, por exemplo, ter que operar um sistema aberto, em que um terceiro tem acesso (SIS DPVAT Sinistro, implantado pela Líder).

O valor pago ao corretor parceiro, na opinião dele, deveria ser revisto. “O corretor faz tudo. As companhias estão recebendo os processos prontos, ganhando sem praticamente fazer trabalho algum. Enquanto isso, os corretores arcam com despesas administrativas, de pessoal, equipamentos, aluguel, correio. Isso é um erro, pois acabam contratando gente sem treinamento, e, com isso, entregando um serviço mal feito”, reclama Paulo Martins. Na sua avaliação, não vale a pena para uma corretora que movimenta apenas dez ou pouco mais processos de sinistros DPVAT por mês. O seu ganho, que não chega a um salário mínimo, segundo ele, não cobre os custos. É esta remuneração inadequada que afasta o corretor dos processos de sinistros DPVAT”, reitera.

Na análise dele, a fraude é um fenômeno cultural, “parece que está no sangue da maioria dos brasileiros”. Mas, para contê-la no DPVAT, sua receita é dar ênfase ao trabalho do corretor de seguros. “É o profissional que sabe orientar, lida diretamente com o segurado, recebe e analisa a documentação e percebe quando alguma coisa está errada”, conclui Paulo Martins. 


 

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