Perdas com lavagem de dinheiro geram preocupação

27/10/2016

Perdas com lavagem de dinheiro geram preocupação Parecer da Diretoria de Supervisão de Conduta da Superintendência de Seguros Privados (Susep), emitido com base em um relatório de fiscalização, chama a atenção para a necessidade de conferir se a Seguradora Líder sanou as deficiências relativas à lavagem de dinheiro detectada pelos dois processos, abertos em 2013 e 2014.

O analista relata que o MPMG estimou em R$ 25 milhões o eventual prejuízo decorrente das fraudes analisadas. Em relação ao ressarcimento, ele questionou a Líder que respondeu existirem duas formas de recuperação de valores no caso de crime consumado: medidas assecuratórias e transações civis em âmbito penal.

Mas a análise, concluída há cerca de três meses, que o informativo @GenteDPVAT teve acesso, mostra que o relatório incialmente informa que nos últimos três anos houve uma perda de R$ 27 milhões com maior incidência sobre os casos envolvendo motocicletas. E sinaliza que os ilícitos descobertos em Montes Claros (MG) podem estar ocorrendo no Maranhão e no Ceará. No parecer, o analista propõe que as fraudes sejam novamente analisadas, já que “o trabalho de combate às fraudes nos sinistros avisados, realizados nos últimos três anos, foi pouco representativo”.

O parecer considera que deve ser objeto de uma fiscalização futura os procedimentos que a Líder adotará na liquidação dos acordos judiciais, posteriores à operação Tempo de Despertar. “Ocorre que anteriormente a Líder tinha uma política de conciliação que suprimia a perícia médica e a substituía por uma avaliação médica na fase conciliatória. No caso deflagrado, o pagamento do acordo corria antes da homologação judicial”, diz o documento.

O parecer julga importante ainda analisar a existência de membros do Conselho de Administração que possuem relação direta ou indireta com alguma empresa de prestadora de serviços para Líder, bem como questiona a eficiência dos gastos com as prestadoras de serviço de análise médico documental. No item contratos firmados, o analista da Susep destaca o envolvimento de acionistas de empresa de serviços médicos com o controle de seguradora representada no Conselho de Administração da Líder, contrariando resoluções do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP).

O analista aponta que houve um crescimento considerável no pagamento de sinistros administrativos, enquanto os por via judicial caíram, e ainda assim apresentaram despesas superiores às incorridas administrativamente. A Susep deve realizar uma fiscalização mais aprofundada sobre essa questão, inclusive para identificar se ocorreram pagamentos sem comprovação.


 

Compartilhe este artigo

Clique em um botão para compartilhar na sua linha do tempo:





  google+   linkedin


  whatsapp

© Depende de Nós, vamos exigir o cumprimento da constituição.

GI