Movimento Livre Iniciativa para Todos defende o fim dos privilégios indevidos

07/06/2016

Movimento Livre Iniciativa para Todos defende o fim dos privilégios indevidos Primeiro foram R$ 5 bilhões para o Bradesco, depois R$ 4 bilhões para a dona da Friboi e agora o Itaú Cultural é acusado de receber R$ 15 milhões através da Lei Rouanet. Esses recursos poderiam ser distribuídos para pequenas e médias empresas, gerando um maior número de empregos e melhorando a qualidade dos serviços prestados ao consumidor através de uma concorrência saudável

“Ninguém aguenta mais os privilégios indevidos com o dinheiro do povo” é o que denuncia o Movimento Livre Iniciativa para Todos depois de uma série de notícias publicadas na imprensa sobre casos de favorecimento do governo a grandes companhias. Primeiro foi o Bradesco que recebeu R$ 5 bi do Banco do Brasil, depois a J&F, a dona da Friboi, beneficiada com um aporte de R$ 4 bi vindos de financiamento público, sendo R$ 3,15 bilhões oriundos da Caixa. E agora o Itaú Cultural com R$ 15 milhões através da Lei Rouanet.

“Estamos falando só de casos amplamente noticiados pela imprensa. É estarrecedor ver o poder público ajudando quem não precisa de ajuda. Imaginem que um banco que lucrou R$ 23,35 bilhões precise captar dinheiro de renúncia fiscal para projetos culturais... é uma vergonha”, revelou o empresário Sergio Suslik Wais, um dos líderes do Movimento Livre Iniciativa para Todos. “Até quando?”

Em apenas seis meses, o grupo J&F recebeu R$ 4 bilhões em financiamentos públicos, sendo que a maior parte, pouco mais de R$ 3 bilhões, veio da Caixa Econômica Federal. No caso do Bradesco, a operação também foi tachada de pouco usual e a estratégia usada foi a aplicação do montante de R$ 5 bilhões em letra financeira, oriundos do Banco do Brasil, em um momento em que o Bradesco precisava aumentar o capital em função da aquisição do HSBC.

“Nós que pregamos a livre iniciativa e a livre concorrência ficamos indignados com estes exemplos de mau uso do dinheiro público, favorecendo uns poucos em detrimento de um país inteiro”, disse Wais. Para ele, a livre iniciativa e a livre concorrência estão sendo deliberadamente ignoradas no Brasil por empresas que detêm monopólios e oligopólios e que usam meios pouco republicanos para se relacionar com os políticos e o governo. Livre iniciativa e livre concorrência quer dizer também oportunidade iguais para todos, uma empresa não pode disputar o mercado com uma que conte com vantagens indevidas em relação à outra. Empréstimo facilitado, por exemplo.

O empresário questiona também porque todos estes recursos não foram injetados em diversas empresas de diferentes segmentos, uma ótima forma de gerar empregos e aquecer a economia. A diversificação dos recursos ajudaria, por exemplo, a melhorar a qualidade de serviços e de produtos oferecidos ao consumidor. “Um hospital com um bom financiamento poderia investir no time de médicos, equipamentos para exames, em tecnologia da informação para dar atendimento mais rápido aos pacientes, entre outros.”

Como movimento social, a entidade apartidária defende que o papel do Governo seja regular, fiscalizar e incentivar a sociedade a empreender e prosperar. E isso vale para todas as instâncias ligadas ao poder público.

O objetivo do Movimento é promover o debate e a reflexão, a fim de que as pessoas comecem a exigir o seus direitos e que cumpram as suas obrigações, em busca de uma sociedade moderna, igualitária e justa. Sem segmentos protegidos como temos hoje os bancos, as empreiteiras e grandes corporações de maneira geral. 


 

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